Polícia ouve adolescente que abortou e investiga origem de remédio

Publicado em: 15/09/2020
Bebê enrolado foi entregue por vizinha na madrugada de quarta-feira. (Foto: Reprodução/Porã News)

A Polícia quer saber de onde veio o medicamento usado pela adolescente de 17 anos que tentou abortar um bebê de 25 semanas em Ponta Porã, no último dia 9.

A criança era um menino que foi levado para Dourados, onde morreu no domingo, na UTI Neo do Hospital Universitário.

A adolescente que teve alta na última sexta-feira (11) do Hospital Regional de Ponta Porã para onde foi levada depois que a vizinha que entregou o bebê admitiu ter sido chamada para ajudar a retirar a placenta.

Para a Polícia, a menina relatou bem abalada que não sabia há quantas semanas estava quando tomou o remédio. ‘Não ficou claro o intuito de matar o bebê, mas a questão é que ela imaginou que poderia salvá-lo, o que é meio incoerente, porque ingerir este tipo de medicamento sem nem saber que estado estava a gravidez é, no mínimo, um risco que se assume’, fala o delegado que investiga o caso, Fabrício Dias.

Ela se negou a dizer onde havia conseguido a medicação, e é o que a Polícia trabalha agora para descobrir. A adolescente confirmou que foi vítima de agressões por parte do ex, o que segundo o delegado, será investigado pela Deam (Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher) de Ponta Porã.

A adolescente pode responder por ato infracional análogo ao crime de aborto, já que a criança morreu, e quem lhe forneceu o medicamento também, por participação no procedimento.

Caso – O bebê foi entregue na madrugada da quarta-feira (9) da semana passada no Hospital Regional de Ponta Porã. Num primeiro momento, a dona de casa que levou o bebê enrolado em uma manta e um saco plástico disse ter achado em uma avenida no bairro Jardim Ivone. No entanto, depois que a Polícia chegou até ela, a mulher admitiu que conhecia a mãe, e que foi chamada pela vizinha para ajudar a tirar a placenta da adolescente.

Com isso, a Polícia localizou a adolescente e a levou para receber atendimento no hospital.

Fonte: CGNews

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