GTA apresenta sugestão para mudança na legislação que trata da destruição de soqueira do algodoeiro

Publicado em: 17/02/2021
Os encontros foram realizados na sede da Ampasul e na Fazenda Planalto pertencente ao grupo SLC Agrícola, em Chapadão do Sul. Foto divulgação Ampasul

A Ampasul, (Associação Sul-Mato-Grossense dos Produtores de Algodão) realizou nos dias 08 e 11 de fevereiro mais uma reunião do Grupo de Trabalho do Algodão (GTA). Os encontros foram realizados na sede da Ampasul e na Fazenda Planalto pertencente ao grupo SLC Agrícola, em Chapadão do Sul.

Nas reuniões foram abordados diversos assuntos, com destaque para: tigueras de algodão na cultura da soja, alteração na legislação da destruição de soqueiras e índice do BAS (bicudo/armadinha/semana) pré-plantio.

Foi possível observar uma redução expressiva no BAS do armadilhamento pré-plantio da safra 2020/2021, isso se dá a diversos fatores, como: uso de inseticida na desfolha e na destruição de soqueira; inverno longo e seco; queimadas acidentais nas áreas de refúgio do inseto; manejo no controle da praga durante o ciclo da cultura e controle de tigueras de algodão na cultura da soja na safra 2019/2020.

 Ao contrário da safra anterior, nesta, 2020/2021 é possível observar uma quantidade significativa de tiguera de algodão na soja, cenário que pode ter sido ocasionado devido às dificuldades climáticas enfrentadas pelos produtores na destruição de soqueiras e na aplicação do pré emergente. Tal ocorrência faz com que essas plantas se tornem daninhas, além de permitir a multiplicação de pragas e doenças, o que gera preocupação e muito cuidado com as ações que devem ser desenvolvidas para seu controle.

 Durante a reunião ficou estabelecido entre o grupo, que as áreas armadilhadas na pré colheita serão as que tiveram maior índice do bicudo do algodoeiro no armadilhamento pré-plantio, afim de promover um trabalho mais assertivo no controle da praga nas propriedades.

Foi abordado a proposta apresentada pela Ampasul ao Iagro e à Semagro, para uma possível atualização na legislação vigente em relação ao atual conceito de “plantas mortas”, substituindo por “plantas com risco fitossanitário”, ou seja, plantas de algodão tigueras acima do estágio V3, e plantas rebrotadas (soqueiras) com mais de 04 folhas por broto ou presença de estruturas reprodutivas, ficando todos de acordo.

As discussões no GTA são de grande importância para a troca de experiência e para relatar as circunstâncias presentes nas lavouras. São através dessas trocas de informações que se buscam soluções que depois são compartilhadas aos demais envolvidos na cadeia produtiva do algodão.

Fonte: Ampasul

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