Coronavírus nos pets? Estudos para avaliar contaminação em cães serão feitos em Campo Grande

Publicado em: 28/11/2020

A UFPR (Universidade Federal do Paraná) confirmou nesta semana dois casos de Sarv-Cov-2 em dois cães pela primeira vez no Brasil, na cidade de Curitiba e Cuiabá, em Mato Grosso. Os estudos devem continuar nos próximos meses para afirmar, ou não, se o vírus pode ser transmitido para outros animais, em seis capitais do país, incluindo Campo Grande.

De acordo com o estudo, o primeiro caso é de um macho da raça Bulldog Francês. O tutor não soube informar onde o animal pode ser sido contaminado. Ele percebeu uma pequena secreção nasal no cachorro, que dorme na mesma cama. O segundo teste o dono negativou, mas o cão estava positivo, com uma pequena quantidade do vírus no organismo. No segundo teste feito no dia seguinte, o buldogue testou negativo.

O segundo caso é de um ‘vira-lata’, também adulto em que a tutora testou positivo para a Covid-19. Ela contou aos pesquisadores que seus quatro cães dormem na mesma cama, e tiveram episódios de espirros. Todos os moradores humanos da casa testaram positivo e, dentre os quatro cães, apenas um confirmou a presença do vírus.

Buldogue foi testado na universidade; positivou em um dos testes para Sars-CoV-2 (Foto: Divulgação Pet-Covid

De acordo com Alexander Biondo, coordenador do estudo, os animais podem se infectar pelo vírus Sars-CoV-2, inclusive cães e gatos, porém, isso não significa que transmites para humanos.

Segundo estudos já publicados, gatos podem se infectar e transmitir para outros gatos, mas não há dados para cães. De acordo com a médica veterinária Gizelly Bandeira, os estudos devem continuar em na Capital, porém, ainda não há estudos científicos que comprovem a contaminação e transmissão do vírus por animais domésticos.

“Não há evidências científicas que comprovem quais são os sintomas, ainda é muito cedo para afirmar coisas sobre a Covid-19, para afirmar os critérios e a possibilidade da transmissão em animais. Nos casos onde foi detectado o vírus, os tutores que já tinham testado positivo tinham uma convivência extrema com os animais, mas, por exemplo, o buldogue já é predisposto a ser braquicefalizo, que é a dificuldade na respiração, ou seja, não podemos afirmar que é um sintoma da Covid”, explica.

Embora o andamento do estudo, a profissional ressalta que o ideal é evitar passeios durante o período que o humano testar positivo e aderir o uso de máscaras e demais medidas de biossegurança.

“Quando o tutor testa positivo ele tem que ficar de quarentena, isolado em casa, o ideal é evitar dar passeios, levar para o banho e tosa, pois como tem contato com o pet, ele pode transportar o vírus para outra até mesmo por pelo do cão. As medidas preventivas são essenciais tanto para os humanos como para os pets”, finaliza.

Fonte: Midiamax

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